10 de set de 2008

Uma facada no coração do Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou hoje em 0,75 ponto percentual a taxa de juro básico (Selic), elevando-a de 13% para 13,75% ao ano. Esta é a quarta alta consecutiva da Selic. O relatório do Copom diz: "Avaliando o cenário macroeconômico, o Copom decidiu elevar a taxa Selic para 13,75% ao ano, sem viés, por cinco a votos a três, com vista a promover tempestivamente a convergência da inflação para a trajetória de metas".
Esse novo aumento, evidencia que a economia brasileira, continua refém de uma política monetária equivocada. Ao restringir a gestão da economia a práticas meramente monetárias, o governo limita seus próprios mecanismos de controle inflacionário à taxa de juros. Também paga elevado preço por essa mesmice, à medida que agrava o preço da dívida pública - lembrando que essa taxa também remunera os investidores da dívida pública. Esse dinheiro destinado ao pagamento dos juros atrelados aos títulos públicos provavelmente teria efeito muito mais eficaz no controle da inflação se fosse convertido em investimento público, combinado, obviamente, com maior responsabilidade fiscal. Errar é humano, mas persistir no erro é burrice e o erro que digo, é o de sempre fazer a mesma coisa: elevar os juros.
O caso brasileiro não se trata de uma inflação interna, mas sim importada do exterior em razão dos preços das matérias-primas (commodities) internacionais, particularmente alimentos. O governo repete o erro hoje, mantendo-nos como uma das maiores taxa de juros do planeta. De nada adianta falarmos de políticas de desenvolvimento, se cada vez mais, pelo ralo da dívida interna escoa a fatura perversa de crescentes aumentos de juros. E o pior, sem a menor necessidade.
A redução da inflação brasileira nas últimos semanas não ocorreu devido ao aumento da taxa Selic promovido pelo Banco Central nas últimas três reuniões. Está claro que o aumento de juros da última vez foi um erro. Não há razão nenhuma para aumento de juros. Existem dois tipos de inflação: a local e a mundial, a inflação caiu nos últimos dois meses, mas não foi por influência do BC. Antes nós estávamos sofrendo com a pressão da inflação mundial, e agora o petroléo e demais commodities perderam preço. O Banco Central tem que encontrar modos de ajustar as influências da inflação internacional. Porque querer corrigir com juros internamente vai dificultar a estrutura necessária para haver crescimento.
Esse aumento da Selic, foi desnecessário, mas isso não quer dizer que temos que dar as costas aos riscos de inflação, só acho que é importante também o governo não precisar só desse recurso, mas também é preciso controlar os gastos públicos, entre outros mecanismos plausíveis, como aprofundar o ajuste fiscal. Uma política fiscal de melhor qualidade para aliviar o aperto monetário.
Uma coisa é certa: havia espaço para a redução dos juros, sem comprometer as metas de inflação. Essa elevação prejudicará os investimentos e comprometerá o crescimento da economia. Foi sem dúvida um grave erro, que compromete seriamente o futuro do Brasil.
Todos criticaram a decisão do Copom: as federações industriais, políticos, comerciantes, sindicatos, até a CUT se manifestou. Ou seja: o Banco Central e o Governo Federal devem refletir sobre quais são as reais aspirações da maioria dos brasileiros. Esperamos melhores notícias da próxima vez.

7 comentários:

Pedro Henrique C.G. de Sant'Anna disse...

Conhece o Blog do Alexandre Schwartsman? (http://maovisivel.blogspot.com/ )

Lá ele mostra que tudo que você fala aqui é falácia.

E não é de hoje que ele vem apresentando fundamentação teórica e empírica ao ponto de vista dele.

Acho que você deveria dar uma olhadinha lá. Assim, não repetiria as informações que ouve nos jornais, sem um maior aprofundamento.

Josué Jonas de Lima disse...

Na economia muitos tem uma opinião diferente para o mesmo assunto. O que eu escrevo é a minha visão da realidade, o que ele escreve é a visão dele.
Com certeza as minhas considerações são as melhores e mais corretas. Isso eu garanto.

Roberto disse...

Errado e arrogante. Bela combinação.

A. disse...

Promissor futuro presidente da CUT. Mais um heterodoxo idiota que não sabe nada de economia. Deve se filiar a algum partido comunista e se encostar no governo sugando os recursos do contribuinte.

Pedro Henrique C.G. de Sant'Anna disse...

Você melhor que o alexandre?!
hauahhuahuaahuuhahuahuhahua

quem sabe um dia vc então não seja um economista chefe de um grande banco ai neh!

Pq se continuar desse jeito, no maximo vc consegue um emprego no IPEA, já q akilo virou uma palhaçada!

Anônimo disse...

Amigo visite o blog do Alexandre Schwartsman www.maovisivel.blogspot.con

Alexandre é um dos melhores economistas do Brasil,vale a pena você entrar para vê se você melhora seus argumentos.

Anônimo disse...

maovisivel.blogspot.com