18 de set de 2008

(Mais) Uma facada no coração do Brasil

Depois de aumentarem os juros...
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou que o Brasil vai realizar leilões de venda de Dólar. Tudo porque a moeda tem se valorizado nos últimos dias, e encerrou hoje cotada a R$ 1,943 na venda, em forte alta de 4,03%.
Por que Meirelles? Logo agora que estava ficando bom!
Se todos admitem que o Dólar precisa chegar a, pelo menos, R$ 2,50, para manter a competitividade nacional, gerar empregos, melhorar a balança comercial, fazer a economia crescer mais, gerar mais renda, desenvolvimento e industrialização; qual é o problema do Banco Central?
Essas medidas de certa forma reduzem a inflação momentaneamente, mas que jamais resolvem o problema, que é crônico. Há centenas de anos o fantasma da inflação vive nos assombrando. É preciso que se tome medidas para combater o problema de uma vez por todas, e o problema é a nossa dependência: dependemos que as commodities estejam com um preço elevado no mercado externo; dependemos que a demanda interna não seja excessiva, pois não há suficiente capacidade instalada; dependemos das importações das peças dos produtos que montamos aqui para que esses produtos possam ser mais baratos; dependemos de que surja uma nova tecnologia em algum lugar para então melhorar nossa produção importando essa tecnologia; dependemos dos gastos públicos para distribuir melhor a renda nacional; e dependemos de tantas outras coisas que o Google não teria capacidade de armazenar se eu fosse descrever a todas. Basta lembrar quantas novas edições de moedas já tivemos.
Manter o Dólar valorizado, e os juros baixos, realmente leva a um surto inflacionário maior do que o que estamos vivenciando; mas pelo menos garante que gradativamente possamos diminuir essas dependências que sempre causaram pressões sobre os preços e continuarão a causar se as medidas tomadas forem sempre as mesmas. Resolve-se o surto da inflação, mas não resolve-se o problema da inflação, que teima em nos abalar, desde Dom Pedro I.

2 comentários:

Ricardo disse...

Parabens josué excelente artigo.

Theo disse...

Péssimo artigo. Sugiro que você estude mais antes de comentar assuntos tão complexos. Imaginar que o câmbio a 2,50 seja a solução dos problemas do país, é realmente "brilhante".

Se você reparou, vivemos num país com câmbio flexivel (e se deus quiser, que continue assim), então não adianta o BC atuar no mercado, que ele não terá recursos para influenciar no LONGO PRAZO a taxa. De todo modo, quando olhamos para os efeitos dessa crise internacional, vemos que o câmbio está sim MUITO volátil. Isso não é interessante nem para as empresas exportadores (dado que elas fazem hedge de dólar ex-ante), nem para os investidores (dado que a aversão a risco também aumentou). A idéia central dessa intervenção do BC é justamente minimizar esse movimento de CURTO PRAZO e garantir uma suavização do movimento.

Quanto à política de juros, é um mal necessário. O Brasil simplesmente não está preparado para viver com taxas menores, por enquanto. Basta olharmos a evolução do IGPM, que deve ficar fora do centro da meta neste ano.