11 de set de 2008

A energia é o nosso desafio

O leilão de energia nova A-5 -com entrega de energia prevista para 2013- tem 146 empreendimentos habilitados, com capacidade instalada de 25.252 MW. O leilão está previsto para o próximo dia 30. A maior parte da energia apta a ser ofertada, a exemplo dos leilões mais recentes, será oriunda de termelétricas movidas a óleo combustível, que são mais poluentes. Por outro lado, há apenas uma usina hidrelétrica. Ainda foram aprovadas 28 termelétricas movidas a bagaço de cana-de-açúcar. Outras sete usinas termelétricas com energia gerada por carvão mineral. Outros 17 empreendimentos são referentes a termelétricas movidas a gás natural.
Ainda penso que se deve priorizar a energia hidrelétrica não só por ser uma das que menos poluem, mas sobretudo por ser uma das mais baratas (só perde para as termelétricas movidas a carvão mineral). Para o Brasil também tem sido importante as termelétricas sustentadas por bagaço de cana e ainda temos que investir no desenvolvimento de tecnologia para possibilitar num futuro próximo a existência de termelétricas movidas a álcool, isso é imprescindível para se alargar o uso desse promissor combustível.
As usinas de carvão mineral e gás natural, podem sim servir como subterfúgios para eventuais problemas de abastecimento, mas jamais devem ser estimuladas a ponto de aumentem sua participação na matriz energética do Brasil, primeiro porque o Brasil precisa importar a maior parte do que consome, de carvão e principalmente de gás-natural, e eventualmente podemos ter problemas quando de desestabilizações como tem aconteciodo com o gás boliviano nos últimos dias; e segundo porque estão entre as mais poluentes e certamente haverá futuramente fortes pressões para a derrocada destas fontes, talvez não do gás natural, mas certamente do carvão. Ainda vale ressaltar que se usarmos menos carvão para produzir energia, seu preço será menor no país e portanto tende a aumentar a competitividade das siderúrgicas e metalúrgicas que se usam desta matéria-prima na linha de produção.
Nos países ricos e em alguns emergentes, o carvão é a base da matriz energética, mas eles não tem o álcool mais barato do mundo nem a maior produção global de cana-de-açúcar, nem o gigantesco potencial hidrelétrico como tem o Brasil, muito do qual ainda não é aproveitado.

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