23 de set de 2008

À beira do colapso IV

Esse deve ser o momento da história em que mais haverá esforços para minimizar os efeitos de uma crise.
O governo estadunidense já agiu no início do ano com a aprovação de um pacote de de US$ 168 bilhões de estímulo, que incluiu o envio de cheques de restituição de impostos a milhões de norte-americanos.
Porém, agora, devido ao agravamento da crise, pela apuração de grandes prejuízos em diversos bancos, inclusive a falência de alguns, e queda brusca nas Bolsas de todo o mundo, ficou ainda mais evidente a economia americana corre o risco de entrar em recessão, com o aumento do desemprego e do número de despejos, o que fez o Departamento do Tesouro dos E.U.A. aprovar um novo pacote gigantesco, da ordem de US$ 700 bilhões. Nas palavras do presidente daquele país, George W. Bush: "é um pacote grande porque se trata de um problema grande". Bush disse que a intervenção pública nos mercados "não só é justificada, é essencial", para evitar um dano maior na economia. "Devemos agir agora para proteger a saúde econômica de nossa nação", afirmou há alguns dias.
Não obstante, seis dos principais bancos centrais do mundo anunciaram nesta semana uma ação coordenada para enfrentar a crise; o Banco do Japão, o Fed (E.U.A.), o BCE (Europa), o Banco da Inglaterra, o SNB (Suíça) e o Banco do Canadá injetarão na economia mais de US$ 200 bilhões.
Por enquanto, já está formalmente relacionado à atual crise, 1 trilhão e 68 bilhões de Dólares, fora o que se perdeu com as falências e os problemas nas bolsas de valores. E isso deve ser apenas uma parte do que ainda está por vir. Muitos analistas chagaram a afirmar com veemência que isso não é suficiente para conter a crise.
Para se ter uma idéia do tamanho do problema, o Plano Marshall, criado pelos E.U.A. após o fim da 2º Guerra Mundial, para recuperar a economia e a estrutura dos principais países da Europa Ocidental, extremamente devastados pelos anos de combate sobre suas terras, não chegou a US$ 15 bilhões, o que seria algo em torno de US$ 140 bilhões hoje corrigido pela inflação.
Ou seja, a crise atual, pode ser mais arrasadora que uma Guerra Mundial. Preparem suas defesas!

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